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Eurídice Lopes: “Ajudem o meu filho, não quero vê-lo a sofrer” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Domingo, 12 Fevereiro 2012 10:12

Eurídice Lopes: “Ajudem o meu filho, não quero vê-lo a sofrer”

Eurídice Lopes, 25 anos, residente em Alto Doca (Chã de Alecrim) sofre de epilepsia. Por causa disso, teve de deixar os estudos e sofrer com a rejeição da mãe biológica. Hoje, desempregada e com um filho anémico de um ano de idade, pede ajuda para a criança e um emprego para garantir o sustento da família. “O meu filho teve uma anemia de risco e consegui uma vaga para ele no Centro de Emergência Infantil. Informaram-me que ele poderia ficar lá durante seis meses, depois teria que ingressar num jardim infantil. Matricularam-no no jardim Bom Pastor, mas não tenho dinheiro para comprar lanche e pagar a mensalidade. Se ele tivesse ficado no Centro de Emergência, eu estaria feliz porque lá ele tem uma alimentação diária”, conta Eurídice Lopes.

“Retirei-o do jardim e levei-o para casa da minha mãe adoptiva, pois sou desempregada e na minha casa falta tudo. Por vezes, fico triste porque não tenho nada para dar de comer ao meu filho. Não quero vê-lo a sofrer, por favor ajudem-nos”, pede a jovem, informando que foi despedida do trabalho após sofrer um ataque de epilepsia.

Além da falta de emprego e de pão para o filho, Eurídice, que vive numa casa de aluguer, nem sempre consegue pagar as contas do mês. E o pai do seu filho recusa-se a ajudá-la. “Ele diz que só me ajuda se voltarmos a morar juntos. Mas vivo com um rapaz que não é pai do meu filho e me ajuda muito, mas neste momento está a fazer uns biscates em Santo Antão”, explica.

Eurídice Lopes diz que já bateu em muitas portas a pedir ajuda. No entanto, as frequentes respostas negativas que recebe estão a deixá-la sem forças e com poucas esperanças.

“Procurei os serviços de apoio social da Câmara Municipal de São Vicente para pedir uma habitação social. Decidi inscrever-me, apesar de me terem dito que as chances de ter casa social eram mínimas porque sou desempregada. Sinto-me stressada e sem forças. Sou humana, tenho direito a uma habitação e a uma vida digna. E o meu filho merece um futuro melhor,” suplica
 

 

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