May 20
Cabo Verde procura novas parcerias junto dos países do Atlântico Sul PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Terça, 06 Dezembro 2011 10:44

Cabo Verde procura novas parcerias junto dos países do Atlântico Sul

China e Brasil são dois países com quem Cabo Verde está a “construir novas parcerias estratégicas”, virando-se o país desta forma para o Sul do Atlântico, principalmente com o enfraquecimento dos países do Atlântico Norte, como reconhece o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros na apresentação do relatório das Perspectivas Económicas em África de 2011.No final do dia desta segunda-feira, 5, o Centro Cultural Português acolheu mais uma vez a apresentação do relatório de 2001 das Perspectivas Económicas em África, sendo que o tema deste ano, é “África e os seus parceiros emergentes” que, segundo o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, “não são países alternativos mas sim complementares para o continente africano”.

“Este relatório mostra que os países emergentes investem em África no comércio, no investimento directo e, em particular, na ajuda mas fazem-no de forma holística em que muitas vezes a ajuda aparece para incitar o investimento e depois o comércio, portanto, creio que o importante é termos o equilíbrio entre a oferta desses países emergentes e aquilo que queremos para o desenvolvimento do país”, defende José Luís Rocha.

Neste sentido, a valorização de Cabo Verde está na sua localização geoestratégica. “Tendo em conta a estratégia de transformação económica de Cabo Verde, a estratégia repousa precisamente na valorização da plataforma geoeconómica, aproveitando outras vantagens comparativas, entre as quais uma democracia enraizada num Estado de Direito que dá garantias ao investimento privado, uma oferta crescente de infra-estruturas económicas e tecnológicas e as perspectivas de desenvolvermos parcerias precisamente para operacionalizar essa figura de uma plataforma internacional de serviços no país”, destaca.

Estas parcerias passam, segundo o secretário de Estado, com a China com quem Cabo Verde já tem vindo a trabalhar e de quem tem recebido apoio para infra-estruturas. “E temos expectativas de que venha a criar uma zona económica chinesa nesta região, à semelhança do que já fez noutras regiões africanas”, adianta Rocha.

No que diz respeito ao Brasil, “com quem o país já tem uma estratégia global”, a parceria a ser construída “assenta em vários pilares como o diálogo político, da segurança cooperativa e da cooperação técnica e financeira mas, sobretudo, o pilar da cooperação económica onde o Brasil pode descobrir Cabo Verde, principalmente neste contexto da valorização do Atlântico Sul, onde a posição geoestratégica de Cabo Verde aparece mais valorizada ainda”.

“Não nos podemos esquecer da importância que o Atlântico Sul está a ter na actual conjuntura, principalmente num momento em que há um enfraquecimento das perspectivas económicas no Norte do Atlântico. E, neste sentido, o Atlântico Sul, em zona de paz e cooperação, aparece também como um novo espaço de crescimento e até para equilibrar o que têm chamado de desvio do eixo do Atlântico para o Pacífico”, remata José Luís Rocha.

O relatório foi apresentado por o chefe da Europa, Médio oriente e África do Centro de Desenvolvimento da OCDE, Henri le Conte.

IMN
 

 

Deixar comentário