| Veiga na lista da Maçonaria portuguesa |
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| Escrito por Ricardo Sousa |
| Domingo, 08 Janeiro 2012 12:57 |
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Veiga na lista da Maçonaria portuguesa
Carlos Veiga consta da lista de convidados a participar em Julho do ano passado, em Lisboa, num jantar-debate com altas personalidades da política, serviços de segurança e do sector privado portugueses ligados à loja maçónica Mozart49, sociedade secreta cujas reuniões são tidas como “conluios do poder”. O encontro, agendado para 4 de Julho do ano passado para reflectir o tema "Acreditar em Portugal", não chegou a acontecer, mas a sua divulgação agora veio confirmar muitos nomes da política (sobretudo ligados ao PSD, partido da mesma família politica do MpD, e à Internacional Democrata do centro), serviços secretos e sector empresarial portugueses como sendo maçons, os tais que formam “conluios do poder”, de acordo com os relatório dos partidos com assento na Assembleia da República portuguesa – que investiga as ligações da maçonaria à secreta. Entre as 40 personalidades que deviam marcar presença nessa reunião, a grande maioria está ligada ao PSD, entre eles os actuais presidente e vice-presidente da bancada parlamentar social-democrata. Pertencem também à Loja Mozart49 vários empresários, conotados com o PSD, sendo grande parte gestores da Ongoing, empresa do sector das comunicações e média com interesses em Cabo Verde. Na lista de e-mails enviados por Manalvo, e que o Público diz ter sido escrito com uma linguagem claramente identificada com a maçonaria, a Ongoing aparece representada por uma comitiva de peso: o presidente e vice-presidente, Nuno Vasconcelos e Rafael Mora, respectivamente, Jorge Silva Carvalho, espião, ex-director da secreta e actual gestor da Ongoing, João Paulo Alfaro, ex-espião, Agostinho Branquinho, ex-deputado do PSD, e ainda os ex-parlamentares Pedro Duarte, do PSD, e Humberto Pacheco, do PS, Vasco Rato, da Ongoing e António Costa, este último director do Diário Económico, propriedade da referida empresa. Foram também convocados o vice-presidente da CIP, Armindo Monteiro, Álvaro Covões, produtor de espectáculos, António Lourenço dos Santos, ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros do PSD, Amândio Antunes, director-geral da Finaccount, Luís Carrilho, comandante da polícia em Timor-Leste, José Amaral Lopes, ex-secretário de Estado da Cultura do PSD, general José Cordeiro, da Indústria de Desmilitarização e Defesa, Filipe Costa, ex-chefe de gabinete de Alberto Costa e hoje no ICEP em Xangai, Ricardo Kendall, da Midas, o advogado Rogério Tavares, e Francisco Rodrigues, do SIRP (serviços secretos). O jantar devia ter como orador Joaquim Aguiar, do Grupo Mello, seria moderado por António Saraiva, presidente da CIP, e aconteceria um mês depois das legislativas em Portugal, quatro meses depois das eleições em Cabo Verde que ditaram mais uma derrota de Veiga. Ao Público, Manalvo negou o seu envolvimento no jantar e afirmou desconhecer o evento. Admitiu que se tratou de uma mera iniciativa para criar um grupo destinado a discutir o futuro do país, embora não se tenha realizado. Este caso está a ser investigado por uma Comissão de Inquérito parlamentar que culminou com alusões à interferência de grupos de pressão, ligados à Maçonaria, aos Serviços Secretos de Portugal. O PSD, segundo a imprensa lusa, apagou do seu relatório todas as referencias à maçonaria e a sua suposta conexão à polícia secreta do país luso. Consta que o ex-director da secreta portuguesa, Jorge Silva Carvalho, fornecia dados classificados de confidencial à Ongoing sobre empresas e outras informações consideradas relevantes. O presidente do MpD já reagiu à notícia, garantindo que nunca foi da maçoanaria. Em declarações ao Liberal, Carlos Veiga rejeitou qualquer ligação à Mozart49, dizendo que o facto do seu nome constar da lista "foi um equívoco". Mas confirmou ser amigo de Nuno Manalvo, o autor do seu livro.
Veiga considerou ainda que "não faria sentido participar num jantar, fosse ou não da Maçonaria, em que o tema de debate era a situação em Portugal, além do mais nessa data. Como se pode comprovar, encontrava-me em Cabo Verde". |



O líder do MpD poderá ter ligações à maçonaria. Segundo um e-mail publicado pelo jornal Público a que este jornal teve acesso, Carlos Veiga aparece na lista de convidados para participar num jantar debate sobre Portugal, "reservado" a "membros da nossa casa", a loja maçónica Mozart49, e com o objectivo de interagir "com o mundo profano". Veiga é, aliás, o único estrangeiro a figurar no convite, curiosamente assinado por Nuno Manalvo, dirigente do PSD, ex-chefe de gabinete de Isaltino Morais na Câmara de Oeiras e autor da biografia autorizada do presidente do MpD (Carlos Veiga, o rosto da mudança em Cabo Verde).