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LUTA DE “RATOS” CONTINUA NO FOGO PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Quarta, 05 Outubro 2011 08:41

LUTA DE “RATOS” CONTINUA NO FOGO

Lívio Lopes, em artigo de opinião no A Semana online, traça um cenário preocupante do Fogo e São Filipe, responsabilizando Eugénio Veiga e o Governo do PAICV pelo atraso da ilha do Vulcão



Praia, 4 de Outubro – Quem pensava que a luta de “ratos” tinha terminado depois do Conselho Nacional redentor da família tambarina, estava enganado. E não só não terminou como adquiriu uma verve pouco consentânea nas relações entre camaradas do mesmo partido.

Agastado com as bicadas de Eugénio Veiga à sua pessoa, Lívio Lopes utiliza A Semana online para desancar no ainda presidente da Câmara Municipal de São Filipe (Fogo), acusando-o de “egocentrismo” e de manifestar nervosismo na entrevista que deu à jornalista Adelina Brito, na TCV. A alusão galhofeira ao uso desmedido de inúmeros “portanto” por parte de Eugénio – que, aqui para nós, revela uma enorme pobreza oratória – é o pontapé de saída para um artigo de opinião onde acusa o chefe tambarina do Fogo e o seu próprio partido de não ter cuidado da ilha do vulcão, colocando-a na posição de ser a mais atrasada do arquipélago. Aliás, segundo Lívio, é o próprio Eugénio que, na entrevista,”reconhece que fez pouco por São Filipe, perante as potencialidades que a Ilha do Fogo e S. Filipe oferecem”.



Como é que pessoas do mesmo partido se podem tratar tão mal?
Na origem do respigo estão declarações de Eugénio Veiga acusando Lívio Lopes de ser um “deputado distraído e ausente”, ao que o último riposta caracterizando o camarada com palavras muito feias para militantes do mesmo partido: “não fosse ele o doentio autista de sempre! Um presunçoso autista que diz ter tido uma vitória maior em 2008, quando, ainda hoje, sobrevive politicamente graças ao apoio do GIGA”.

Defendendo a honra ofendida, Lívio toma balanço e acusa Veiga de ter fantasias de poder e se comportar como um “coronel” – numa alusão aos caciques do interior do Brasil -, não perdendo o ensejo de reduzir o adversário interno, nomeadamente quando alude a intervenções, quando deputado, que “interpelavam o Governo e as autoridades locais para a necessidade de revertermos (melhorando) os indicadores oficiais negativos relativos à pobreza, desemprego, IDH [Índice de Desenvolvimento Humano], entre outros respeitantes a desequilíbrios regionais, que colocavam a ilha e a região na cauda do desenvolvimento cabo-verdiano”.

Perante um tal cenário, que coloca o líder regional numa posição pouco confortável e o partido do poder com responsável primeiro pelo atraso da Ilha do Fogo, não se percebe, então, com quais fundamentos o PAICV terá legitimidade para pedir o voto dos foguenses nas próximas eleições autárquicas. E é um proeminente militante, deputado e ex-ministro tambarina quem o afirma…

 

 

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