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FUTURO DE TEIXEIRA CONHECIDO HOJE PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Sexta, 10 Fevereiro 2012 09:26

FUTURO DE TEIXEIRA CONHECIDO HOJE

Independentemente da medida de coacção que venha a ser aplicada ao empresário, parece não haver muitas dúvidas que o juiz pelo qual foi ouvido durante várias horas irá confirmar a sua constituição como arguido



Praia, 10 de Fevereiro 2012 – Já era noite quando José António Teixeira saiu do Tribunal da Comarca da Praia, onde foi ouvido por um juiz – na presença do seu advogado, Geraldo Almeida -, para passar a segunda noite nos calabouços da Polícia Judiciária, em Achada Grande.

O presidente do Conselho de Administração da Editur Imobiliária e Construção SA, foi ouvido durante várias horas, mas, segundo a Rádio de Cabo Verde (RCV), o juiz não quis tomar uma decisão imediata, preferindo ponderar o destino imediato de Teixeira.

Suspeito da prática da prática do crime de branqueamento de capitais, José António Teixeira, segundo a PJ, nomeadamente através da empresa de que é proprietário, teria vendido à ImoPraia - a imobiliária de Paulo Pereira, o alegado cabecilha da rede de tráfico de estupefacientes desmantelada pela PJ no âmbito da operação Lancha Voadora – o prédio sito na Achada de Santo António onde foi apreendida, a 8 de Outubro último, tonelada e meia de cocaína. O prédio, que foi construído pela Editur, teria sido vendido a Pereira através de uma transacção em dinheiro vivo.

Além do mais, “colado” a José Teixeira está o nome de um dos outros arguidos do processo – a quem também foi aplicada a prisão preventiva -, o mestre-de-obras António Semedo, também conhecido por “Tatony”, e que, segundo consta, teria sido durante vários anos o braço direito do presidente da Editur.

O adiamento para hoje da decisão do juiz quanto à medida de coacção a ser aplicada, é vista, segundo fonte jurídica contacta por Liberal, como “um sinal de que há indícios fortes da implicação do arguido”, porquanto, caso assim não fosse – e na dúvida -, “qualquer magistrado o colocaria imediatamente em liberdade, eventualmente, não confirmando a constituição de arguido”. O que sugere, ainda de acordo com a nossa fonte, haver poucas possibilidades de Teixeira não vir a sentar-se no banco dos arguidos.

A dúvida reside na medida de coacção a ser determinada. Mas, a fazer fé no historial dos restantes arguidos do processo Lancha Voadora, o mais provável é que, nos tempos mais próximos, o presidente da Editur venha a passar os seus dias na Cadeia de São Martinho. De referir que dos 10 suspeitos que viram confirmada a sua constituição de arguido, apenas a José Júnior Gonçalves (“Djoy”) e Jacinto Mariano foi aplicado o Termo de Identidade e Residência (TIR). De qualquer modo, certezas ninguém as tem, e o mandatário de Teixeira, manifestou-se "optimista".

Fontes: RCV | Liberal

 

 

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