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Já ninguém acredita nas explicações da empresa, nem mesmo agora quando, para ganhar tempo, vem candidamente pedir “desculpa” aos clientes, escondendo uma realidade escandalosa: apesar dos milhões já investidos pelo Governo, a Electra acumula dívidas e pre PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Sexta, 01 Julho 2011 14:31

Já ninguém acredita nas explicações da empresa, nem mesmo agora quando, para ganhar tempo, vem candidamente pedir “desculpa” aos clientes, escondendo uma realidade escandalosa: apesar dos milhões já investidos pelo Governo, a Electra acumula dívidas e presta um serviço abaixo de cão


Ainda há alguém que acredite na Electra e no primeiro-ministro?
Praia, 30 de Junho – A Electra meteu no saco por uns tempos a sua tradicional sobranceria e arrogância e, em comunicado com data de ontem, vem explicar aos “estimados clientes” a razão pela qual tem havido “dificuldades de funcionamento do sistema produtivo” e “avarias inesperadas”. O que desde logo só poderá fazer sorrir os clientes da empresa que sabem de ciência vivida que avarias e apagões não têm nada de “inesperado”. Aliás, em abono da verdade, poderá dizer-se que as únicas coisas esperáveis da Electra são mesmo as avarias e os apagões.

Sabe-se que há zonas da cidade da Praia que, nos últimos dias, têm estado mais de 24 horas sem fornecimento de energia eléctrica. Curiosamente os locais da cidade onde residem os sectores mais pobres da população. Para além da incompetência endémica da Electra, há também uma curiosa estratificação de apagões em função da classe social das populações. Já repararam que, por exemplo, na Prainha – a zona chique onde vive José Maria Neves - são raríssimos os cortes de energia?

SITUAÇÃO GRAVE EM SANTA CATARINA

Mas a Electra não fala da zona norte de Santiago, nomeadamente da cidade da Assomada, onde os cortes de energia são constantes. E que, segundo as nossas fontes no concelho de Santa Cataria, se devem “única e exclusivamente ao facto de a empresa não pagar à Enacol as dívidas acumuladas”. E, há cada vez mais pessoas a interrogar-se: “os milhões investidos na empresa têm servido para quê?” Ninguém sabe e o Governo de José Maria Neves também não o diz. O certo é que o resultado dos investimentos não se tem traduzido em melhor serviço prestado aos clientes, bem pelo contrário: os cortes de energia sucedem-se, a inconstância de fornecimento de água canalizada mantém-se, e o desespero das pessoas continua a ser aplacado com os patéticos apelos do primeiro-ministro e da Electra à “compreensão dos clientes e da população em geral”… Ou seja: aguentem que já não sabemos como resolver o problema!
 

 

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