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ATRIBUIÇÃO DO NOME DE MANDELA AO AEROPORTO DA PRAIA COLOCOU CABO VERDE NUMA “POSIÇÃO DE RIDÍCULO” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Quarta, 15 Fevereiro 2012 09:52

ATRIBUIÇÃO DO NOME DE MANDELA AO AEROPORTO DA PRAIA COLOCOU CABO VERDE NUMA “POSIÇÃO DE RIDÍCULO”
 

Para o presidente do MpD, a decisão de José Maria Neves pôs o governo sul-africano numa situação “complicada e difícil” ao querer usurpar o nome do líder histórico daquele país, frustrando um direito legítimo da África do Sul



Praia, 15 de Fevereiro 2012 – Carlos Veiga considerou ontem, em conferência de imprensa, ter havido “precipitação” do Primeiro-ministro na atribuição do nome de Nelson Mandela ao Aeroporto Internacional da Praia (AIP), adiantando mesmo que essa atitude pôs Cabo Verde numa “posição de ridículo”, ao colocar as autoridades da África do Sul numa situação “complicada e difícil”, ao usurpar-se um nome que, como se sabe, irá ser no futuro atribuído a um aeroporto desse país, frustrando um direito legítimo dos sul-africanos.

Para o líder do MpD, "o senhor Primeiro-ministro deve pedir desculpas e reconhecer que houve alguma precipitação e prometer que será mais prudente nas próximas ocasiões", adiantando ainda ter havido “politiquice” em torno do precipitado anúncio de José Maria Neves, procurando tirar “proveito político” e intentando retirar brilho à recente visita de Jorge Carlos Fonseca à África do Sul, numa “decisão tomada para tentar colocar o senhor Presidente da República numa má situação" e, por outro lado, manifestando “absoluto desprezo” pela opinião das instituições representativas e da comunidade onde está localizado o aeroporto, a cidade da Praia.

Recordamos que a proposta de atribuição do nome de Nelson Mandela ao AIP, foi uma iniciativa do próprio José Maria Neves, feita no rescaldo da visita de JCF à África do Sul e que, segundo uma fonte por nós na altura referida, terá apanhado de surpresa o Conselho de Ministros.

A decisão, que causou viva polémica na sociedade cabo-verdiana, foi no entanto mantida por JMN que, por várias vezes, assegurou que a atribuição do nome iria ser efectuada em acto público a realizar no passado sábado, 11, e afirmando que representantes da África do Sul iriam estar presentes. Porém, a data do 22º aniversário da libertação de Madiba passou, sem que o Primeiro-ministro tivesse dado qualquer justificação.

Conforme tivemos ocasião de afirmar em peça editada em 13 de Fevereiro (“Onde está o aeroporto Nelson Mandela?”), a decisão do Conselho de Ministros não é do agrado do governo sul-africano nem da Fundação Nelson Mandela, que vêem na intenção cabo-verdiana uma “usurpação” do nome do seu líder histórico e – a ser levada em frente - inviabilizaria a atribuição do nome deste, após a sua morte, a um aeroporto internacional da África do Sul
 

 

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