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Júlio Ascensão Silva: “Os trabalhadores não podem baixar os braços” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Segunda, 06 Fevereiro 2012 03:22

Júlio Ascensão Silva: “Os trabalhadores não podem baixar os braços”

“Perante a situação difícil do país, os trabalhadores não podem baixar os braços”. É com este apelo que o secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), Júlio Ascensão Silva, pensa lutar contra uma nova tendência que está a instalar-se em Cabo Verde. "Muita gente no país está a aproveitar a tão badalada crise nacional e internacional para atingir os seus objectivos: despedimentos, corte salarial e nos subsídios". Mas contra isso o SG da UNTC-CS contrapõe que todas as formas de luta, inclusive uma greve geral, estão em cima da mesa. Júlio Ascensão Silva fez estas considerações ao "asemanaonline", depois de um encontro com todos os delegados sindicais de Santiago. Nesta reunião de trabalho com sindicalistas dos sectores público e privado ficou ainda definido que, de imediato, a União dos Sindicatos de Santiago vai contactar todos os trabalhadores da Administração Pública, e também do sector privado, empresas, serviços para discutir a situação sócio-laboral do país e definir novas formas de luta daqui para frente.

“Todas as formas de luta estão em aberto. Em primeiro lugar, vamos auscultar os trabalhadores para depois tomarmos uma posição. Seria para nós mais fácil tomar a decisão de avançar com uma greve geral ou num determinado sector”, explica o sindicalista, para quem essa consulta é necessária porque os trabalhadores podem não estar de acordo com algumas formas de luta. Por isso, são eles quem devem tomar essa decisão e não os dirigentes sindicais.

Neste jogo de contenção, o secretário-geral da UNTC-CS vai avisando que há uma situação muito aguda de crise, em que os trabalhadores são os mais prejudicados. “Mas nem por isso deixam de lutar todos os dias, apesar dos cortes salariais, despedimentos, cortes nos subsídios, de não terem o 13º mês, etc”, nota, antes de acrescentar que “se os trabalhadores baixarem os braços será o fim”.

Sobre o facto de o primeiro-ministro José Maria Neves ter dito que não há motivo para um grave geral em Cabo Verde, Júlio Ascensão Silva diz que respeita a posição do Chefe do Governo, mas rebate com a ideia de que os trabalhadores perderam cerca de 9% do seu poder de compra nos últimos dois anos, o que redunda numa “situação difícil”. “Sem compensação”, os trabalhadores precisam avançar para outras formas de luta antes que a situação piore, defende o SG da UNTC-CS
 

 

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