May 20
“GRANDES PROBLEMAS NACIONAIS CONTINUAM À ESPERA DE SOLUÇÕES” – RECONHECE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por Ricardo Sousa   
Segunda, 02 Janeiro 2012 11:12

“GRANDES PROBLEMAS NACIONAIS CONTINUAM À ESPERA DE SOLUÇÕES” – RECONHECE O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Escalpelizando os grandes problemas nacionais, Jorge Carlos Fonseca defendeu que, sendo competência do Governo, compete também à sociedade empenhar-se no combate à violência e à insegurança, à corrupção e ao enriquecimento ilícito


Praia, 2 de Janeiro 2012 – Apesar da mensagem de esperança nas capacidades de os cabo-verdianos superarem as dificuldades, na sua última intervenção pública de 2011, o Presidente da República, ao fazer o balanço do ano que passou, não deixou de referir que “devemos reconhecer que grandes problemas nacionais continuam à espera de soluções mais eficazes e duradouras”.
Na mensagem, transmitida pela televisão pública – e manchada por mais um apagão – no último dia do ano e reproduzida ontem, 1 de Janeiro, Jorge Carlos Fonseca não deixou de elencar os principais problemas com que o país se debate, nomeadamente, “o insuficiente crescimento económico, o desemprego, a pobreza, o custo de vida, a violência e insegurança nas cidades, a morosidade da justiça, a erosão de referências morais e as dificuldades do sector energético”.

Nunca perdendo de vista a necessidade de analisar a realidade de forma objectiva, mas não alimentando o desencorajamento dos cabo-verdianos, o Chefe de Estado afirmou querer “que todos estejam devidamente informados acerca da conjuntura económica e financeira que o mundo vive nos dias de hoje e se envolvam no esforço colectivo de resistência à crise e do aproveitamento das oportunidades”, porquanto, “vamos todos começar o novo ano com um caderno repleto de preocupações e precisamos enfrentá-lo com a mesma garra e determinação de sempre”. É que, para Jorge Carlos Fonseca, “a força de transformação de uma Nação reside, justamente, na capacidade de se situar (saber onde está) e de se projectar no tempo e no espaço (saber para onde quer ir)”.

ENVOLVER A SOCIEDADE

Considerando ser ao Governo que “compete agir para resolver os problemas de fundo da sociedade”, o Presidente não deixou de defender que, de igual modo, “a sociedade civil não pode ficar distanciada, ausente”. E revelou ter “plena consciência das divergências e das fracturas que existem na esfera política e social em Cabo Verde”, mas não pretendendo “sugerir que as forças políticas ponham de lado as suas diferenças fundamentais” na medida em que “seria o mesmo que pedir o fim do regime de democracia por que optámos viver”, mas considerando que “um esforço sério de aproximação deve ser feito em matérias de alto interesse nacional”, enviando assim um “recado” aos partidos políticos para que se entendam no que respeita aos grandes desígnios do país.

COMBATE À VIOLÊNCIA, INSEGURANÇA E CORRUPÇÃO

Mais adiante - olhos nos olhos com os cabo-verdianos -, o Presidente da República manifestou-se preocupado com a violência e insegurança que grassam em algumas zonas do país, defendendo que “o povo das ilhas precisa de um ambiente de paz e tranquilidade sociais”, porquanto “uma sociedade com o nível de violência que actualmente conhecemos em Cabo Verde, não pode ser considerada uma sociedade sã”. “Neste ambiente, o que podemos esperar das gerações que crescem neste momento? Que valores defenderão quando forem adultos? Como irão resolver os seus problemas? Na base da violência? Uma sociedade violenta é capaz de oferecer paz, trabalho, respeito e dignidade às pessoas? De garantir efectivamente a liberdade?”, interrogações que Jorge Carlos Fonseca deixou à reflexão do país, avançando que “incumbe ao governo organizar e realizar o essencial desse combate”.
A corrupção e o enriquecimento ilícito também não passaram à margem da mensagem do Presidente, defendendo o empenhamento da sociedade no seu combate e “a promoção da família e dos valores de uma sociedade democrática, capaz de garantir em definitivo a democracia como sistema e regime”, “mas sempre no quadro dos princípios que constituem núcleo irredutível do Estado de Direito”, salientou.

_______________

Pela importância de que se reveste, em próxima peça voltaremos à mensagem do Presidente da República.

 

Deixar comentário